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Estância Árvore da Vida obtém 60% de ganho ao migrar sua base de dados para IBM DB2A ESTÂNCIA ÁRVORE DA VIDA é uma entidade sem fins lucrativos, fundada em 1980 por um grupo de cristãos, cujo objetivo era ter em um único espaço físico todas as acomodações para a realização de suas conferências para o estudo da bíblia. Até o ano de 1997 suas instalações estavam projetadas para um máximo de 3 mil participantes.
A partir daquele ano a EAV iniciou sua ampliação para poder receber até 10.000 participantes, sendo o principal empreendimento a construção de seu novo auditório, inaugurado em Setembro de 1999. Sua configuração é ímpar na América do Sul, o que a levou a abrir suas portas para os demais eventos cristãos a partir do ano de 1997. Hoje a EAV conta com auditório para 10 mil pessoas, dois refeitórios que juntos podem fornecer até 5.000 refeições/ hora, alojamentos que somam 5.500 leitos, hotel com 160 apartamentos (em fase inicial de construção), duas cozinhas completamente equipadas para suprir os refeitórios, cafeteria, sorveteria, farmácia, ambulatório médico emergencial, livraria, mini-mercado, prédios administrativos, quatro represas, estações próprias de tratamento de água e tratamento de esgoto; toda essa infra-estrutura distribuída em uma área de 30 alqueires.
Leia a seguir a entrevista realizada com o Gerente de TI e desenvolvedor Samuel Pizarro, em parceria com o Gerente Financeiro Jessé Pizarro: Revista 4developers - Quais foram os motivos que fizeram com que a EAV adotasse a solução Visual DataFlex com o banco de dados DB2 da IBM? Samuel Pizarro - Nosso ambiente era Pervasive rodando no Netware 6.0. Estávamos a cada dia chegando perto do fim da linha, pois a Novell já havia dado indícios da descontinuidade da plataforma Netware com a aquisição da Suse e posterior lançamento do Open Enterprise Server. Estávamos ficando preocupados, pois já não encontrávamos no mercado produtos atualizados para serviços de backup, antivírus, entre outros. Não havia mais empresas desenvolvendo seus produtos para Netware, temíamos que o mesmo ocorresse com a Pervasive, e não deu outra, pouco tempo depois a Novell anunciou que o Netware seria descontinuado. Portanto não tínhamos alternativas a não ser mudar de plataforma. Inevitavelmente teríamos que, no mínimo, fazer o upgrade do Pervasive para outra plataforma, ou então aproveitar e mudar também o banco de dados e o DB2 se mostrou uma ótima opção, um banco mais robusto, e cujo acesso pelo Visual DataFlex não seria problema devido ao driver de conectividade nativo. A migração do Netware foi o principal motivo da mudança, porém o tamanho da base de dados contribuiu bastante para a decisão. Nossa base de dados estava crescendo muito, ainda estava dentro dos limites do Pervasive SQL v8.5, mas em certas ocasiões o sistema demonstrava queda de performance. Então começamos a realizar testes com o banco DB2 da IBM, tanto no Linux RedHat Enterprise quanto no Windows 2003 Server. r4d - Como foi a migração da base de dados do Pervasive.PSQL para o DB2 e o processo de integração deste banco com o VDF? SP - A migração foi muito tranqüila, por meio dos kits de conectividade, o Database Builder fez a conversão dos dados normalmente, como se estivéssemos migrando de DataFlex para outro banco qualquer. Apenas instalamos e configuramos o DB2 no servidor, criamos o banco de dados configurando os tablespaces como queríamos, e depois foi só requisitar a migração das tabelas pelo DataBase Builder. A integração do VDF com o DB2 foi simples e transparente, nenhuma linha de código teve de ser alterada e os programas nem precisaram ser recompilados. r4d - Quais foram os benefícios conquistados com a implantação do DB2? SP - No início de tudo achávamos que perderíamos um pouco de performance. Realmente, se testarmos o Pervasive com o DB2 em uma base de dados inicialmente limpa, sem dados nas tabelas, o Pervasive é mais rápido, mas como já tínhamos uma base relativamente grande, o Pervasive já demonstrava sinais de desgaste, então quando fizemos testes na base DB2 ficamos surpresos com o ganho de performance, principalmente nas consultas e relatórios - nosso ganho foi de 60%! Acreditamos então que o DB2 possui mais poder para volumes maiores de dados que o Pervasive, que já está em seu limite. Outro fator é que ganhamos muito em gerenciamento e segurança dos dados, pois o DB2 possui recursos nativos de backup e recuperação total dos dados, podendo fazer backups online e utilização de Archive Logs do banco. Essas ferramentas não existiam no Pervasive para Netware, somente como add-ons no Pervasive para Windows. O DB2 também possui recursos de monitoramento dos serviços da instância e dos bancos, fazendo notificações via e-mail de qualquer alerta e ou situação crítica. Em termos de segurança isso conta muito. O Control Center é realmente como o próprio nome diz; a partir dele você tem total controle, monitoração, gerenciamento do banco e integração entre as ferramentas como o Health Center, Task Center, Journal, Design Advisor, Configuration Advisor, etc. r4d - Quantas pessoas fazem parte da equipe de desenvolvimento da EAV? SP - Na área de TI da empresa, contamos com 5 colaboradores, sendo um para infra-estrutura de rede e de hardware; um para servidores Linux, firewalls, mail, FTP e Internet; dois em projetos dos sistemas, banco de dados e desenvolvimento VDF e um para manutenção da rede e de equipamentos. r4d - Que sistemas foram desenvolvidos em VDF? SP - Hoje temos quatro sistemas em produção e dois em desenvolvimento. Os que estão em produção:
Em desenvolvimento estão o sistema de ERP e o sistema de inscrição online. r4d - Qual é a estrutura de hardware da EAV? SP - Servidores:
Rede: A EAV é um lugar bem amplo; temos atualmente 7 sites, todos interligados com fibra ótica a 100MB Full duplex.
Estações: São ao todo 25 estações com Windows XP e 55 micro-terminais WT2 da Wilbor-Tech que fazem o atendimento aos participantes dos eventos. r4d - Qual a quantidade aproximada de fontes e arquivos de dados dos sistemas? SP - 160 tabelas; 25 projetos (src); 125 views (vw); 85 listas (sl); 35 dialogs (dg); 35 Report Views (rv); 40 Business Process (bp); 150 dicionários de dados (dd); 120 relatórios (rpt); 115 pacotes (pkg). r4d - Você gostaria de citar algum recurso tecnológico interessante na versão 12 do VDF? SP - O novo Studio é com certeza o grande diferencial da versão 12 para as anteriores. Os novos recursos como CodeSense, Auto Complete, docking panels, visualização simultânea dos objetos e código fonte, entre outros, como o Debugger integrado, facilitam demais o trabalho de desenvolvimento e depuração. Mas sem dúvida, na minha opinião, o melhor avanço foi com a introdução das bibliotecas, que nos permitem centralizar e evitar cópia de pacotes, subclasses, bitmaps e componentes customizados de uma workspace para outra, centralizando-as e facilitando o gerenciamento e manutenção dos mesmos. Por exemplo, eu tinha um pacote de um calendário que utilizava em todas minhas workspaces. Ao fazer uma alteração, tinha que sair procurando em todas as workspaces e substituir pela versão mais recente para ficar compatível. Hoje com as bibliotecas ficou tudo mais fácil. r4d - Como desenvolvedor profissional, qual ponto interessante do projeto você deseja compartilhar com os leitores da revista 4developers? SP - A maioria das aplicações VDF que conheço trabalham no lado do cliente, nas estações finais da rede. Uma particularidade interessante em nosso sistema de eventos é que temos uma aplicação que trabalha nos dois lados, tanto cliente como servidor. Como dito anteriormente, temos um módulo (cliente) que faz a parte do cadastro dos eventos, cadastro e impressão dos crachás dos participantes, produtos, relatórios, extratos de movimentação, etc. E por outro lado a aplicação que controla todos os terminais fazendo o papel de um servidor. Não estou falando aqui da tecnologia Terminal Services da Microsoft ou semelhantes, onde as estações executam instâncias diferentes dos aplicativos em sessões diferentes no servidor, não é esse o nosso caso. No servidor existe apenas uma aplicação em VDF, que controla todos os terminais em funcionamento, operando realmente na topologia cliente-servidor, onde ela recebe as teclas digitadas nos terminais, trata a informação e retorna no display do microterminal a resposta do processamento. Cada microterminal recebe apenas uma funcionalidade específica, e um único programa controla os diversos tipos de operações existentes, como o de Caixa que serve apenas para creditar, transferir e sacar valores nos crachás, o de Cantina que realiza a venda dos produtos, o de Refeitório que apenas lê o código de barras do participante e já realiza o débito do valor da refeição configurada para aquele evento, o de Rouparia que realiza empréstimos, locação e a devolução de diversos itens de roupa de cama para os hóspedes e outros tipos existentes, etc. Em resumo, o aplicativo torna-se praticamente um sistema operacional para os terminais, tratando as teclas e tipos de dados que podem ou não ser digitados em cada passo do programa. r4d - Poderia passar alguma dica para o leitor? SP - Para aqueles que estão começando a se aventurar com banco de dados, considere muito a alternativa com o DB2. Sua versão gratuita supera em muito a versão de seus concorrentes. Na verdade, a compilação é a mesma da versão Enterprise e com os mesmos recursos, só não tem suporte a HADR (alta disponibilidade e recuperação de desastre) que na verdade você pode adquirir o suporte por 12 meses junto à IBM garantindo todos os FixPacks, proteção de upgrade, replicação de dados e também o HADR. Lembran-do que até 5 usuários você pode ter um ambiente totalmente gratuito tanto com a versão Express-C quanto com o kit de conectividade versão 5 da Data Access. r4d - Que ferramenta é utilizada para gerar os relatórios gerenciais? SP - Hoje utilizamos o Crystal Reports XI e também o List&Label 8.0. r4d - Quais os projetos para médio e longo prazos? SP - 1. O sistema de ERP da empresa. 2. Sistema de Inscrição Online pela Internet, utilizando o servidor web do VDF. O objetivo inicial desse sistema seria facilitar as inscrições para as igrejas menores que não possuem recursos e equipamentos em suas dependências, evitando o download e instalação do EAVSic para realizar suas inscrições. Para as igrejas que continuarem a utilizar a versão do EAVSic em VDF, os dados serão constantemente replicados e sincronizados com nosso servidor web, permitindo uma forma de backup e também uma ferramenta de cadastro central de todos os dados dos membros de todas as igrejas de nossa comunidade, possibilitando uma ferramenta de comunicação e parceria entre as igrejas. Dessa maneira, usuários habilitados poderão confirmar e/ou alterar suas inscrições online, independentemente da forma como foram feitas, se pelo EAVSic ou no site. 3. Camada de subclasse para implementação de ToolTip por completo no VDF.
Para saber mais...
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